Expressar nossas emoções, nosso universo particular é um grande desafio. Seja pelo medo de expormos nossa fragilidade ou mesmo pela miscelânea de sentimentos que uma ação pode desencadear, esvanecendo nossa racionalidade.
Existem múltiplas possibilidades de expressá-las. A arte está aí há milênios, oferecendo criativamente vias de acesso ao nosso mundinho.
Para mim, transmitir o que sinto nunca foi fácil! Apesar de possuir um rosto bastante expressivo e meus amigos se divertirem com as mais variadas caras e bocas que faço diariamente ao conversar, ou mesmo quando estou perdido em meus pensamentos, e por ser bastante comunicativo (com quem conheço, vale salientar), aparento ser um livro aberto, alguém previsivel…
Durante minha infância e boa parte da adolescência encontrei na música a possibilidade de transmitir parte de mim. Cantando pude viver sonhos, histórias, e aprender a escutar o próximo, já que eu fazia parte de um coro e estar atento ao outro era fundamental.
Hoje, anos mais tarde, busco maneiras de dar vazão a meus sentimentos, talvez seja por isso que a idéia de criar um blog tenha despertado tanto meu interesse nos últimos tempos.
Admito que não sou muito bom… porém o que vale é a intenção, já dizia alguma tia véia do colegial.
Depois de um longo hiato volto a rabiscar, ou melhor tatear sílabas em busca de algo que faça sentido…

Oi Sonhador,
Engraçado ver você falando de música e de “expressar-se” através dela. Lembro das minhas épocas de clínica. Tive um cliente que sempre entrava e saia do consultório balbuciando uma música. Depois de duas ou três sessões percebi que a era a música o mote de seu sentimento. Era aquele balbucio que, se percebido e pontuado, o fazia conscientizar-se de seus reais sentimentos e desejos. Sempre eram músicas diferentes, mas as letras eram exatamente o que um analista passaria anos a espera de escutar.
Depois desta experiência, sempre fiquei atento as minhas próprias músicas e ao que elas tentavam dizer-me! Hoje, a qualquer balbucio próximo, fico atento e curioso. Se não for uma daquelas “musiquetas chiclete”, pode até ser um bom início contato! Rsrsrs.
Grande abraço!
Arthur